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Privatização, o câncer dos nossos dias

Privatiza Maraca

Quem se lembra de quando tínhamos o controle de nossas vidas? Contas de telefone, luz, água, nosso salário no banco que escolhíamos… Quando os bueiros nas ruas não explodiam. Ou a água distribuída para nossos lares não matava e nem destruía casas e vidas. Nossas contas? Ah! Sabíamos cada centavo que gastávamos nos pulsos dos telefones, na luz ou na água. Poderíamos lembrar-nos do tempo que o dinheiro que guardávamos no banco, não desaparecia a partir de cobranças de serviços que não existem. Quando ninguém podia descontar nada que não fosse autorizado por nós. Quando não havia descontos “fantasmas” que ninguém sabe explicar de onde vem. Nossas contas bancárias? Quase sagradas! Tempos em que as verbas da educação pública só podiam ser empregadas na educação pública. E para cuidar da nossa saúde não precisávamos pagar duas vezes por um atendimento que não teríamos. O que era público era nosso, era público. O que era privado era privado. E as coisas não se misturavam. Quase nunca!

O que será que mudou?

Primeiro disseram que o funcionário público não trabalhava, era preguiçoso. Em seguida diziam que o Estado não tinha condições de manter serviços públicos à população. Era ineficiente. Elefantes brancos, colarinhos brancos. “Precisamos acabar com a corrupção no serviço público” diziam. E aí a grande saída para os males da humanidade: a PRIVATIZAÇÃO! Uma onda que se tornou quase unanimidade. A iniciativa privada sim, essa era eficiente, capaz, produtiva. Cantaram em verso e prosa a lógica mercadológica, empresarial. A maravilha da gestão privada! Aquela mesma que quando quebrava era o dinheiro público quem salvava. Tem coisa que nunca muda!

Só não privatizaram nossa dignidade e capacidade de luta!

Privatizaram tudo o que podiam: bancos públicos, energia, serviço de telefonia, água. Onde não podiam declarar abertamente a privatização, foram entregando aos poucos os serviços à iniciativa privada. Uma nova fórmula de privatização nasceu então: o serviço público com a gestão privada. Quem gerencia é o empresário. É claro que para isso muita verba pública lhe é repassada. Assim acontece com a CEDAE, Petrobrás, saúde e educação pública.
O resultado? É só perguntar a qualquer membro da população que trabalha e não tem direito aos serviços mais básicos. Ou então conversar com aqueles milhares de pessoas que foram e continua nas ruas gritando por saúde, educação, o fim da corrupção e o Fora Cabral.
Quem sabe os moradores de Campo Grande, afetados pela enxurrada da CEDAE não poderiam falar com propriedade sobre o assunto?
Como nossa dignidade e capacidade de luta não estão à venda vamos continuar nas ruas e mostrar aos nossos governantes que nós sabemos bem o que eles têm feito com nossas verbas. Que temos disposição para derrubar cada um deles que ousar continuar com essa política de destruição do nosso patrimônio e de nossas vidas. Que o suor da nossa testa não vai mais financiar a sua festa.

Leia a matéria da CSP CONLUTAS sobre a irresponsabilidade de Cabral e da CEDAE no episódio de Campo Grande: http://cspconlutasrj.wordpress.com/popular/sergio-cabral-e-responsavel-por-vazamento-e-morte-de-crianca-na-zona-oeste/

Privatizações ou doações?

Anterior à venda das empresas telefônicas, o governo Fernando Henrique investiu 21 bilhões de reais no setor, em dois anos e meio. Vendeu tudo por uma “entrada” de 8,8 bilhões de reais ou menos – porque financiou metade da “entrada”.

Na venda do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj), o “comprador” pagou apenas 330 milhões de reais e o governo do Rio tomou, antes, um empréstimo dez vezes maior, de 3,3 bilhões de reais, para pagar direitos dos trabalhadores.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) foi comprada por 1,05 bilhões de reais, dos quais 1,01 bilhões em “moedas podres” – vendidas aos “compradores” pelo próprio BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), financiadas em 12 anos.

Todas as privatizações foram feitas com a alegação de que o governo precisava de dinheiro para investir mais nos serviços básicos para a população. No entanto nada melhorou e ao contrário, todos os serviços privatizados pioraram muito a nossa vida!

E agora o que eles estão doando?

Engenhão Construído com patrimônio público – doado ao Botafogo

Maracanã- Histórico patrimônio carioca, um dos pontos turístico do Rio de Janeiro – doado a Eike Batista

Destruição do patrimônio público é derrubar escola e museu para construir estacionamento. Destruição do patrimônio público é destruir o IASERJ, hospital que pertence ao servidor público!

A lista não tem fim, mas a população resolveu dar um fim a esta lista de políticos baderneiros, vândalos que já deveriam estar na cadeia há muito tempo!

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