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Costin admite que Plano é na verdade parte da reforma educacional implementada desde 2009!

O Jornal Valor Econômico mostra que prefeito faz reforma educacional travestida de plano de carreira.

Reforma gera impasse e professores mantêm greve no Rio

Por Guilherme Serodio e Renata Batista | Do Rio

Silvia Costanti/Valor / Silvia Costanti/Valor

Cláudia Costin, secretária de Educação: negociação só após o fim da greve

A discussão de uma reforma educacional que pretende ampliar em 84% até 2016 o número de alunos em turno integral nas escolas do município é o pano de fundo do impasse entre professores, a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB). Para os professores, o plano de cargos, carreiras e remunerações aprovado em tempo recorde na Câmara dos Vereadores – em sessão suspensa na sexta-feira pela Justiça – embute gatilhos que deveriam ser objeto de discussão pedagógica.

A secretária confirma a orientação de adequar a carreira à reforma que vem implementando desde 2009, e se apega aos itens financeiros da proposta, principalmente a valorização salarial, para ressaltar os benefícios para os professores. O resultado é uma greve de mais de 60 dias, manifestações quase diárias nas últimas três semanas e graves confrontos com a polícia.

“Aprovamos uma lei para colocar toda a rede municipal progressivamente em sete horas de aula diárias”, afirma a secretária de Educação ” É aí que o plano dialoga com a reforma, porque, de fato, incentiva a migração dos professores atuais e coloca para os futuros a questão de trabalharem 40 horas.”

Para o diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Gualberto Tinoco, no entanto, “não existe plano de carreira. Existe uma reforma educacional travestida de plano de carreira”. Segundo ele, que critica políticas como a unificação do conteúdo por meio de apostilas e provas distribuídas para toda a rede, a greve foi “provocada pelas condições de trabalho”.

Cláudia reconhece que o impacto do reajuste salarial é mais imediato para professores de 40 horas, mas afirma que as emendas dos vereadores garantiram aumentos para toda a categoria. “Todos os funcionários de educação, não só os professores, tiveram 15,3% de correção salarial”, afirma. “Alguns terão esse aumento imediatamente e outros ao longo de cinco anos, porque, caso contrário, quebraria a prefeitura”, diz a secretária.

Na avaliação de Tinoco, a prefeitura não tem condições de absorver nem 10% dos profissionais da categoria na faixa de 40 horas nos próximos dois anos. Atualmente, apenas 7% dos 43 mil profissionais trabalham sob esse regime e a secretaria de Educação assume não ter ainda um planejamento capaz de abrigar os profissionais que optem pela migração imediata.

O novo plano foi um compromisso assumido por Paes durante a campanha eleitoral para o segundo mandato, diz Claudia. Sindicato, vereadores da oposição e até o Ministério Público Estadual, no entanto, criticam a falta de diálogo.

A procuradora Daniele Medina Maia diz que o MP foi informado pela secretaria que o assunto estava sendo estudada. “Ofícios datados de 9 de agosto e 6 de setembro, ou seja, menos de um mês da aprovação, informavam que o projeto de lei ainda não havia sido elaborado e seria feito com a participação de um grupo de trabalho envolvendo profissionais da educação, o que aparentemente não foi feito”, diz a promotora. “O MP, tal qual a categoria de profissionais da educação, foi surpreendido com a aprovação do plano em regime de urgência.”

O vereador Renato Cinco (PSOL) afirma que os vereadores oposicionistas na Câmara estão tentando, sem sucesso, marcar uma reunião com Paes e a secretária de Educação. “Na Câmara Municipal também não houve negociação”, diz o vereador sobre a aprovação do plano. “Não conseguimos apresentar emendas, que foram acertadas em reuniões só com a base de apoio ao governo, nos horários das sessões e sem a presença da oposição”, diz Cinco.

O sindicato diz querer retomar as negociação, mas questiona o fato de a secretária não ser oriunda da rede. Cláudia diz que só abrirá negociações quando os professores voltarem às aulas.

http://www.valor.com.br/brasil/3303230/reforma-gera-impasse-e-professores-mantem-greve-no-rio#ixzz2hiTeYA00

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2 comentários em “Costin admite que Plano é na verdade parte da reforma educacional implementada desde 2009!

  1. É uma inverdade que a categoria esteja contrária à escola de tempo integral. a greve não começou daí.Mas fazer isso com um projeto traiçoeiro de exclusão de um enorme contingente de professores da rede – os mais antigos e maioria com 22.30horas semanais – é um desrespeito sem tamanho e uma grande covardia. Além de ter sido armado sem nenhuma transparência e autoritariamente.Isto é indesculpável!!!

  2. Mentiram. Sentaram à mesa, assinaram x e voltaram com o documento y. Nos trataram como idiotas, nós
    nas ruas, marchando como idiotas!!!!! Somos à favor da escola integral mas não de mentirosos como esses que infelizmente estão à frente da SME.

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