Nota pública da Regional 7 do Sepe-RJ sobre a Greve Geral de 28 de abril de 2017

“O dia 28 de abril de 2017 foi marcado por uma das maiores greves gerais ocorridas no Brasil recente que a história registra. Dezenas de milhões de trabalhadores de todo o país, das mais variadas categorias profissionais, protestaram e disseram NÃO às contrarreformas do governo ilegítimo e impopular de Michel Temer.
Essas reformas, se forem definitivamente aprovadas, jogarão a classe trabalhadora de volta ao século 19, com a retirada de direitos sociais e trabalhistas duramente conquistados por décadas de luta dos trabalhadores brasileiros.
No dia da Greve Geral, pudemos presenciar, no centro da cidade do Rio de Janeiro, em locais como a Alerj, a Candelária e a Cinelândia, a mobilização de dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras, professores, estudantes de escolas públicas e particulares, servidores públicos, bombeiros, profissionais da saúde, trabalhadores das mais diversas áreas, fazendo história, lutando em defesa de uma sociedade mais justa e igualitária, livre da sanha exploradora do capital.
Entretanto, o que vimos foi o emprego de todo um aparato militar e repressivo do estado a serviço das elites capitalistas contra a população que é verdadeiramente responsável pela produção da riqueza social: os trabalhadores da nossa cidade, estado e país.
Um verdadeiro massacre perpetrado pela polícia militar do estado do Rio de Janeiro, das “forças de segurança”, contra aqueles que vivem do trabalho: uso de força bruta, a utilização de balas de borracha, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar milhares de populares que protestavam pacificamente contra a retirada de seus direitos.
Perseguição, intimidação e violência policial contra trabalhadores e trabalhadoras nas ruas, avenidas e praças do centro da cidade do Rio de Janeiro no final da tarde e início de noite lembram os anos mais brutais da ditadura civil-militar de 1964-85, com a diferença de estarmos hoje numa situação política do estado democrático de direito. Será mesmo?
E a mídia dominante bandida vem a público criminalizar os movimentos sociais e de trabalhadores como se fossem compostos de “vagabundos” e “desordeiros”, tentando deslegitimar a greve geral como se fosse uma ação única e exclusivamente de sindicalistas, procurando criar uma falsa oposição com os “trabalhadores”. Mas afinal, o que são os sindicalistas? Não são trabalhadores? A busca da alienação do povo é a meta dessa imprensa do capital. Mas o povo já demonstrou por diversas vezes que não é bobo.
A direção colegiada da Regional 7 não só repudia toda ação repressiva colocada em prática pelas instituições policiais do estado, como reafirma a disposição de continuar a luta contra aqueles – os governos Pezão e Temer –, que, como representantes dos interesses do capital, desviam o dinheiro do povo trabalhador da escola pública, da saúde pública e da seguridade social, e que pretendem desmantelar toda e qualquer política pública que possa agir no sentido de uma maior equidade social.

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