Turmas superlotadas são sinônimos de falta de investimento e de qualidade no ensino!

Não precisa ser nenhum grande acadêmico ou pesquisador para entender que quanto maior o quantitativo de alunos em sala de aula, maior o grau de dificuldade na aprendizagem. Basta perguntar a qualquer profissional da escola o que representa um número excessivo em nossas salas de aula. Atenção, disciplina ou interesse são elementos que se desenvolvem, ou não, de acordo com as condições apresentadas em uma sala. Qualquer turma pode apresentar pelo menos três níveis de desenvolvimento diferentes entre os alunos. Dentre estes teremos sempre aqueles alunos com pouca autonomia na hora de aprender. Aqueles que necessitam de uma intervenção mais individualizada. Na verdade, poucos de nossos alunos das redes públicas possuem um grau de autonomia suficiente para aprender em verdadeiras multidões das salas. Não é possível que turmas com 40, 50 ou 60 pessoas com níveis de desenvolvimento diferente, personalidade diferente, formação diferente possam obter qualidade com turmas superlotadas. É humanamente impossível que o professor consiga atuar de forma individualizada dentro destas turmas. Temos ainda que lembrar que uma parcela importante de nossos jovens passam por distúrbios de aprendizagem, transtornos ou síndromes variadas sem que o poder público tenha dado a devida atenção ou tratamento profissional a estes problemas. Portanto, podemos afirmar que o quantitativo de alunos numa escola pode definir em boa parte a qualidade de ensino que essa escola terá condições de oferecer.

6 comentários em “Turmas superlotadas são sinônimos de falta de investimento e de qualidade no ensino!

  1. Pingback: Regional 7

    • O poder público precisa garantir vaga para as crianças na escola pública. É preciso cobrar do governo as vagas necessárias para todos. A escola só recusa a matrícula se não houver vaga. Não é o profissional da escola quem abre vagas para os alunos.

      • O cenário: As escolas estaduais estão paulatinamente deixando de atender a alunos de ensino fundamental. A escola a qual me refiro já está com turmas superlotadas, além do número previsto no regimento escolar unificado das escolas municipais, nas séries finais do ensino fundamental. Há a projeção da chega de número maior que o costumeiro de alunos egressos das séries iniciais do ensino fundamental de outras escolas. Há dois anos a prefeitura mandou um engenheiro medir uma área ociosa da escola, o que parecia ser/ter intenção de construir mais salas, mas até hoje, nada.
        Assim, há a preocupação da escola em saber se podemos dizer aos pais que não aceitamos a matrícula de seus filhos por não termos onde colocá-los.

  2. Na verdade trabalhar com turmas superlotadas não é possível, é muito difícil. Esta maneira e de deformar os a alunos, mas sendo professores na verdade não se pode deixar de trabalhar só que deve se arranjar métodos a adequados para poder ter melhores rendimentos nestas situações. Por ex: o método de trabalho em grupo acho eu que pode ser uma alternativa para esses caso, sabendo que a aula é centrada no próprio aluno, e o professor neste caso com facilitador ou orientador. Acho que pode fazer a diferença.

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