Rio sem escolas, educadores sem direitos, governo sem compromisso!

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POSSE DOS REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL NO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

 

Na terça feira, 18/07/2017, os representantes do SEPE, Izabel Cristina Costa e Marcelo Sant’Anna, eleitos em assembleia, tomaram posse no Conselho Municipal de Educação do RJ. O mandato tem a duração de dois anos, discute e define importantes questões relacionadas à educação infantil (pública e privada) e à rede municipal de ensino do RJ.

A sessão foi aberta pelo secretário de educação, César Benjamin. Ele destacou a importância do diálogo desenvolvido no Conselho, e reafirmou o objetivo de apresentar os projetos em estudo na SME que envolvem assuntos como violência, formação continuada, questões funcionais, entre outros, fortalecendo as características de uma rede pública produtora de conhecimento.

Os conselheiros dividiram-se em duas câmaras. No caso dos representantes dos trabalhadores da educação, o SINPRO, que já acompanhava este assunto, comporá a câmara de educação básica (CEIEF), que discute uma nova deliberação para este segmento na rede privada. O SEPE acompanhará a comissão de políticas sociais integradas à educação (CPEAPS), que debate o tema da formação de professores através de iniciativas como o PIBID e a Residência Pedagógica.

As sessões acontecem semanalmente. O último encontro do mês é uma plenária pública aberta a todos.

O SEPE também informa que o jetom recebido pelo conselheiro representante, em cada sessão presente, é repassado ao sindicato, visto que o mesmo ocupa uma representação institucional da categoria, devendo prestar contas regularmente desses valores e de suas atividades.⁠⁠⁠⁠

PARA SEMPRE

Para Sempre.
Porque Deus permite que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade.
Por que Deus se lembra – mistério profundo – de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade

À todas as mães, um dia cheio de amor, paz, união, muito carinho e felicidade.

Nota pública da Regional 7 do Sepe-RJ sobre a Greve Geral de 28 de abril de 2017

“O dia 28 de abril de 2017 foi marcado por uma das maiores greves gerais ocorridas no Brasil recente que a história registra. Dezenas de milhões de trabalhadores de todo o país, das mais variadas categorias profissionais, protestaram e disseram NÃO às contrarreformas do governo ilegítimo e impopular de Michel Temer.
Essas reformas, se forem definitivamente aprovadas, jogarão a classe trabalhadora de volta ao século 19, com a retirada de direitos sociais e trabalhistas duramente conquistados por décadas de luta dos trabalhadores brasileiros.
No dia da Greve Geral, pudemos presenciar, no centro da cidade do Rio de Janeiro, em locais como a Alerj, a Candelária e a Cinelândia, a mobilização de dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras, professores, estudantes de escolas públicas e particulares, servidores públicos, bombeiros, profissionais da saúde, trabalhadores das mais diversas áreas, fazendo história, lutando em defesa de uma sociedade mais justa e igualitária, livre da sanha exploradora do capital.
Entretanto, o que vimos foi o emprego de todo um aparato militar e repressivo do estado a serviço das elites capitalistas contra a população que é verdadeiramente responsável pela produção da riqueza social: os trabalhadores da nossa cidade, estado e país.
Um verdadeiro massacre perpetrado pela polícia militar do estado do Rio de Janeiro, das “forças de segurança”, contra aqueles que vivem do trabalho: uso de força bruta, a utilização de balas de borracha, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar milhares de populares que protestavam pacificamente contra a retirada de seus direitos.
Perseguição, intimidação e violência policial contra trabalhadores e trabalhadoras nas ruas, avenidas e praças do centro da cidade do Rio de Janeiro no final da tarde e início de noite lembram os anos mais brutais da ditadura civil-militar de 1964-85, com a diferença de estarmos hoje numa situação política do estado democrático de direito. Será mesmo?
E a mídia dominante bandida vem a público criminalizar os movimentos sociais e de trabalhadores como se fossem compostos de “vagabundos” e “desordeiros”, tentando deslegitimar a greve geral como se fosse uma ação única e exclusivamente de sindicalistas, procurando criar uma falsa oposição com os “trabalhadores”. Mas afinal, o que são os sindicalistas? Não são trabalhadores? A busca da alienação do povo é a meta dessa imprensa do capital. Mas o povo já demonstrou por diversas vezes que não é bobo.
A direção colegiada da Regional 7 não só repudia toda ação repressiva colocada em prática pelas instituições policiais do estado, como reafirma a disposição de continuar a luta contra aqueles – os governos Pezão e Temer –, que, como representantes dos interesses do capital, desviam o dinheiro do povo trabalhador da escola pública, da saúde pública e da seguridade social, e que pretendem desmantelar toda e qualquer política pública que possa agir no sentido de uma maior equidade social.

Dia 15 de março greve nacional contra as reformas da Previdência e trabalhista

    Atenção redes estadual e municipal do Rio de Janeiro: Paralisação, dia 15/03, em apoio à greve geral nacional da educação, contra a reforma da previdência e reforma trabalhista.

Passeata : da Candelária à Central do Brasil com concentração às 16 horas, na Candelária.

Nesse mesmo dia haverá assembleia da rede estadual às 11h na ABI.
Paralise e participe das atividades do dia!

Precisaremos de todos para barrar mais este ataque a nossos direitos!

Professores dizem NÃO à remoção compulsória determinada pela SME!

 

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Professores dizem NÃO à remoção compulsória determinada pela SME!

Na tarde desta quarta-feira, dia 07 de dezembro, um grupo de professores de quatro escolas da 7ª CRE foi à SME, acompanhado por duas coordenadoras do sindicato, para buscar uma resposta da secretária municipal de educação, Helena Bomeny, sobre a reivindicação do cancelamento da remoção compulsória, com perda de origem, a que esses profissionais estão sendo submetidos. Na semana anterior, o grupo já havia surpreendido a secretária na reunião do Conselho Municipal de Educação, onde ela se viu sem saída, tendo que ouvir os relatos de várias unidades e das situações absurdas que essas quatro escolas estão enfrentando. Na ocasião, a secretária se comprometeu a avaliar caso a caso e sinalizou que daria uma resposta. Na ausência de iniciativa por parte da secretária, o grupo foi à SME buscando um diálogo direto com ela, na tentativa de sensibilizá-la para o problema, porém, o que encontrou foi a falta total de vontade política em abrir um diálogo com os educadores. A secretária mandou avisar que não receberia o grupo. Como todos permaneceram no corredor, mandou a guarda municipal expulsá-los do prédio. Como, ainda assim, ninguém se dispôs a sair, ela fugiu pelo elevador, escoltada pela guarda, numa atitude que denuncia seu inequívoco despreparo para o cargo que ocupa. Esse governo sai do jeito que entrou – totalmente fechado ao diálogo, numa postura autoritária e arrogante, desrespeitando os direitos dos profissionais e ignorando as reais necessidades das comunidades escolares!

Diante disso, os professores dessas escolas declaram que não vão fazer a remoção compulsória, determinada pela SME, respaldados no direito à origem, conquistado na greve de 2013!! Todos permanecerão em suas unidades!! Ninguém se submeterá a esse processo de reestruturação sem planejamento, sem organização, sem consulta e diálogo com as comunidades escolares! Essa é uma decisão de quem tem a firmeza de lutar pelos seus direitos, de quem exerce sua cidadania, de quem não vai permitir que uma “canetada” jogue por terra a história de anos de um trabalho de equipe! Parabéns, companheiros! Sempre juntos, na luta!ocupa-sme7-reestruturacaoocupa-sme6-reestruturacaoocupa-sme5-reestruturacaoocupa-sme4-reestruturacao

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Funcionamento da regional segunda-feira e terça-feira

  • Atenção, profissionais de educação da rede estadual das escolas da Ilha do Governador. Nessa segunda e terça-feira, nossa regional não funcionará nos seus horários de atendimento, pois nosso funcionário está de licença por luto. Faremos um plantão para entrega das cestas, dia 10/10, das 16h às 20h, será preciso levar cópia do contracheque com desconto e da carteira de identidade. Na próxima quinta-feira, dia 13/10, o funcionamento volta ao seu horário normal. Quaisquer dúvidas ou para marcar outro horário, por gentileza, entrar em contato através do número 99994-3929 com Marcelo.

Plenária CEJA

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Plenária para profissionais que atuam nos CEJAs,

segunda feira, dia 20 de junho, 10 horas, no auditório do SEPE,

rua evaristo da Veiga, 55, 7º andar.

Eleições no Conselho de Administração do Previ-Rio

Hoje (23/05/2016), às 8h da manhã começou a votação para as eleições do Ulysse Previ RIO.

Se você é SERVIDOR(A) ATIVO(A), tenha em mão o contracheque, pois será necessário lançar seu CPF, MATRÍCULA, PIS/PASEP e SENHA (aquele enviada como se fosse um contracheque).

Para os APOSENTADOS e PENSIONISTAS será necessário informar CPF, MATRÍCULA, e SENHA. No lugar de pis/pasep, será necessária lançar a DATA DE NASCIMENTO.

Participe e mobilize seus contatos. Existem muitas discussões importantes a serem feitas sobre o resgate e a gestão do Previ-Rio e FUNPREVI.

Agora você tem a chance de influenciar um resultado que, acredite, vai fazer muita diferença para todos nós por muitos anos.

Jornal diário espanhol, El País noticia ocupações de escolas no Rio- Marcelo Santana, coordenador do sepe fala da greve

El País

São filhos de cozinheiras, pedreiros, faxineiras, costureiras ou desempregados e uma escola particular é um luxo inalcançável no orçamento familiar. Eles já perderam aulas de geografia ou física durante um ano inteiro por falta de professor ou assistiram a aulas de olho na mesa do lado por falta de livros. Estão acostumados a passar diariamente por instalações em que não têm acesso, como o laboratório de química, e a se amontoar em salas com turmas de mais 50 alunos sem ar acondicionado. Têm entre 15 e 18 anos, moram nos subúrbios e favelas do Rio e, inspirados pelosmovimentos estudantis de São Paulo e Goiás, deram o tiro de largada a uma onda de ocupação de escolas que, em menos de três semanas, chegou a 12 colégios estaduais e que soma-se a uma greve de professores que já se arrasta  há mais de um mês.

Nota da Direção Colegiada da Regional 7 do Sepe-RJ ao movimento de luta dos estudantes do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes

Ocupação Mendes de Morais

Rio de Janeiro, 21 de março de 2016.

 

Nota da Direção Colegiada da Regional 7 do Sepe-RJ ao movimento de luta dos estudantes do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes

 

“Vimos pela presente nota manifestar todo nosso apoio e solidariedade à luta dos estudantes do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes em defesa de uma educação pública, gratuita, de qualidade, laica para todos os cidadãos do nosso estado.

Na presente data, os estudantes, de forma ordeira e pacífica, ocuparam a escola e, com tal ato de coragem demonstraram sua indignação com o atual estado de penúria e degradação da educação pública no nosso estado, situação para a qual nós, profissionais de educação e dirigentes do sindicato há muito vimos alertando e denunciando.

Com a deflagração da greve da Rede Estadual, estudantes de inúmeras escolas, de forma espontânea, em várias recantos do nosso estado, vêm se mobilizando em protesto contra as péssimas condições em que se encontram as escolas públicas estaduais e em apoio à greve dos profissionais de educação.

Diante disso, reafirmamos todo nosso apoio ao movimento estudantil do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, luta mais do que legítima, que traz também a pauta dos alunos em defesa da escola pública. Toda essa mobilização demonstra o exemplo de cidadania e democracia dado pelo movimento livre e auto-organizado dos estudantes.”

http://extra.globo.com/noticias/rio/em-apoio-greve-de-professores-alunos-ocupam-colegio-estadual-no-rio-18926679.html

 

 

 

Reafirmando a pauta do Sepe: eleições democráticas para a direção de escolas

Rio de Janeiro, 14 de março de 2016.

eleição para diretores de escola

Reafirmando a pauta do Sepe: eleições democráticas para a direção de escolas

 

É principalmente no movimento de greve que as contradições que envolvem o atual processo de escolha dos diretores/gestores escolares ficam evidentes.

Há muito que a categoria e o seu representante maior, o Sepe, se debruçam sobre tal questão. É inadmissível que possamos votar para presidente da república, mas não possamos escolher aquele(s) ou aquela(s) que vai(vão) gerir a escola.

São muitos os relatos de diretores(as) que assediam profissionais de educação que aderem ao movimento grevista, ou que se posicionam de forma crítica contra posturas arbitrárias de muitas dessas direções.

Durante a greve isto fica mais claro: diretores autoritários revelam sua verdadeira face, pois coíbem os profissionais impedindo-os de se reunirem na escola para tratar sobre o movimento de greve e de conversarem com os alunos, abrem processo de abandono de cargo, lançando código 30 (de falta não abonada) ao invés do 61, constrangem professores e funcionários que participam de atos públicos de luta da categoria, e possuem um discurso de que são representantes do Estado (da SEEDUC) e que nada devem à comunidade escolar que deveriam representar.

Nas últimas greves, os casos de assédio e perseguição aos profissionais de educação não partiram apenas da secretaria de educação, mas de diretores que são “mais realistas que o rei”.

Diante disso, nós reafirmamos a disposição em arrancar desse governo estadual e da Alerj o compromisso da realização de eleições verdadeiramente livres e democráticas para diretores(as) de escola. Pela democracia nas escolas!!!

 

 

Movimento estudantil, presente!

Alunos se manifestam em apoio a greve da educação

Rio de Janeiro, 14 de março de 2016.

       No Méier alunos                                                                                             apoiam a greve

         da educação

 

Movimento estudantil, presente!

 

Que a greve é uma escola do movimento social dos trabalhadores ninguém duvida, e que os nossos alunos têm aprendido mais a respeito de cidadania e democracia nesse movimento de greve da rede estadual do que em qualquer aula trabalhada em sala também é outra verdade incontestável.

Mas, ao mesmo tempo em que aprendem, também nos ensinam, a nós professores e funcionários de escola, com a sua disposição para a luta, seu idealismo e sua energia para levar a cabo as transformações que são mais do que necessárias na nossa sociedade.

Aliás, cada novo movimento de greve sempre é diferente dos anteriores, tem suas características peculiares e, por isso, sempre traz para nós novos aprendizados importantes para a luta. Isso fica claro pela presença de um grande e novo número de profissionais de educação que nunca tinha participado de movimento grevista e que também aprendem nessa grande escola que é a greve.

A grande novidade desta greve é o levante estudantil, possivelmente influenciado pelo que ocorreu em São Paulo e Goiás em 2015, quando da ocupação das escolas estaduais paulistas contra a reorganização escolar proposta pelo governo autoritário e privatista de Alckmin, assim como da ocupação estudantil das escolas goianas contra as OSs, modelo privatista colocado em prática naquele estado pelo tucano Marconi Perillo.

Apesar da possível influência dos outros estados, é importante destacar que o movimento estudantil no Rio de Janeiro, na sua movimentação crítica e de contestação ao atual quadro em que se encontra a educação pública estadual, de total abandono e descaso, já é histórica pelas características de independência, autonomia e liberdade frente às direções de escola.

Percebemos isso pela espontaneidade do movimento estudantil, que se levantou de forma questionadora do modelo em vigência hoje nas escolas estaduais, visto que muitas direções são meros gestores administrativos que tentam não só impedir a adesão à greve de vários professores como também frear a auto-organização dos alunos, que, mesmo assim, passam por cima de grêmios totalmente subalternos aos ditames dessas direções escolares.

E é essa a realidade que encontramos hoje nas escolas estaduais: grêmios subservientes às direções de escola, sem qualquer postura de intervenção crítica e atuante na realidade das suas escolas.

Devido à essa auto-organização espontânea e independente dos estudantes, muitas direções de escola se colocam como algozes representando o Estado na sua tentativa de criar obstáculos ao livre exercício popular da democracia e da cidadania. Pois estes estudantes têm o potencial histórico de contribuição para desenvolver o salutar hábito de organização política do povo, dos trabalhadores, que pode colocar em risco a própria ordem social opressora e desigual em que por ora vivemos.

Desse modo, nós, do Sepe, prestamos nossa solidariedade e apoio ao movimento estudantil, que sempre esteve presente nas lutas pela educação pública, gratuita, laica e de qualidade.

Entendemos, portanto, que os alunos, que de forma tão atuante e participativa, têm dado sua contribuição para a construção de uma escola mais democrática, não devam ser penalizados ou punidos, pois, afinal, a escola existe em razão dos mesmos. E que o conteúdo e possíveis avaliações sejam repensados para a reposição de aulas após a greve, como é a tradição do nosso sindicato.