Dia 15 de março greve nacional contra as reformas da Previdência e trabalhista

    Atenção redes estadual e municipal do Rio de Janeiro: Paralisação, dia 15/03, em apoio à greve geral nacional da educação, contra a reforma da previdência e reforma trabalhista.

Passeata : da Candelária à Central do Brasil com concentração às 16 horas, na Candelária.

Nesse mesmo dia haverá assembleia da rede estadual às 11h na ABI.
Paralise e participe das atividades do dia!

Precisaremos de todos para barrar mais este ataque a nossos direitos!

Professores dizem NÃO à remoção compulsória determinada pela SME!

 

ocupa-sme1-reestruturacao

Professores dizem NÃO à remoção compulsória determinada pela SME!

Na tarde desta quarta-feira, dia 07 de dezembro, um grupo de professores de quatro escolas da 7ª CRE foi à SME, acompanhado por duas coordenadoras do sindicato, para buscar uma resposta da secretária municipal de educação, Helena Bomeny, sobre a reivindicação do cancelamento da remoção compulsória, com perda de origem, a que esses profissionais estão sendo submetidos. Na semana anterior, o grupo já havia surpreendido a secretária na reunião do Conselho Municipal de Educação, onde ela se viu sem saída, tendo que ouvir os relatos de várias unidades e das situações absurdas que essas quatro escolas estão enfrentando. Na ocasião, a secretária se comprometeu a avaliar caso a caso e sinalizou que daria uma resposta. Na ausência de iniciativa por parte da secretária, o grupo foi à SME buscando um diálogo direto com ela, na tentativa de sensibilizá-la para o problema, porém, o que encontrou foi a falta total de vontade política em abrir um diálogo com os educadores. A secretária mandou avisar que não receberia o grupo. Como todos permaneceram no corredor, mandou a guarda municipal expulsá-los do prédio. Como, ainda assim, ninguém se dispôs a sair, ela fugiu pelo elevador, escoltada pela guarda, numa atitude que denuncia seu inequívoco despreparo para o cargo que ocupa. Esse governo sai do jeito que entrou – totalmente fechado ao diálogo, numa postura autoritária e arrogante, desrespeitando os direitos dos profissionais e ignorando as reais necessidades das comunidades escolares!

Diante disso, os professores dessas escolas declaram que não vão fazer a remoção compulsória, determinada pela SME, respaldados no direito à origem, conquistado na greve de 2013!! Todos permanecerão em suas unidades!! Ninguém se submeterá a esse processo de reestruturação sem planejamento, sem organização, sem consulta e diálogo com as comunidades escolares! Essa é uma decisão de quem tem a firmeza de lutar pelos seus direitos, de quem exerce sua cidadania, de quem não vai permitir que uma “canetada” jogue por terra a história de anos de um trabalho de equipe! Parabéns, companheiros! Sempre juntos, na luta!ocupa-sme7-reestruturacaoocupa-sme6-reestruturacaoocupa-sme5-reestruturacaoocupa-sme4-reestruturacao

ocupa-sme2-reestruturacao

ocupa-sme3-reestruturacao

Funcionamento da regional segunda-feira e terça-feira

  • Atenção, profissionais de educação da rede estadual das escolas da Ilha do Governador. Nessa segunda e terça-feira, nossa regional não funcionará nos seus horários de atendimento, pois nosso funcionário está de licença por luto. Faremos um plantão para entrega das cestas, dia 10/10, das 16h às 20h, será preciso levar cópia do contracheque com desconto e da carteira de identidade. Na próxima quinta-feira, dia 13/10, o funcionamento volta ao seu horário normal. Quaisquer dúvidas ou para marcar outro horário, por gentileza, entrar em contato através do número 99994-3929 com Marcelo.

Plenária CEJA

charge dinheiro publico p empresario

Plenária para profissionais que atuam nos CEJAs,

segunda feira, dia 20 de junho, 10 horas, no auditório do SEPE,

rua evaristo da Veiga, 55, 7º andar.

Jornal diário espanhol, El País noticia ocupações de escolas no Rio- Marcelo Santana, coordenador do sepe fala da greve

El País

São filhos de cozinheiras, pedreiros, faxineiras, costureiras ou desempregados e uma escola particular é um luxo inalcançável no orçamento familiar. Eles já perderam aulas de geografia ou física durante um ano inteiro por falta de professor ou assistiram a aulas de olho na mesa do lado por falta de livros. Estão acostumados a passar diariamente por instalações em que não têm acesso, como o laboratório de química, e a se amontoar em salas com turmas de mais 50 alunos sem ar acondicionado. Têm entre 15 e 18 anos, moram nos subúrbios e favelas do Rio e, inspirados pelosmovimentos estudantis de São Paulo e Goiás, deram o tiro de largada a uma onda de ocupação de escolas que, em menos de três semanas, chegou a 12 colégios estaduais e que soma-se a uma greve de professores que já se arrasta  há mais de um mês.

Nota da Direção Colegiada da Regional 7 do Sepe-RJ ao movimento de luta dos estudantes do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes

Ocupação Mendes de Morais

Rio de Janeiro, 21 de março de 2016.

 

Nota da Direção Colegiada da Regional 7 do Sepe-RJ ao movimento de luta dos estudantes do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes

 

“Vimos pela presente nota manifestar todo nosso apoio e solidariedade à luta dos estudantes do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes em defesa de uma educação pública, gratuita, de qualidade, laica para todos os cidadãos do nosso estado.

Na presente data, os estudantes, de forma ordeira e pacífica, ocuparam a escola e, com tal ato de coragem demonstraram sua indignação com o atual estado de penúria e degradação da educação pública no nosso estado, situação para a qual nós, profissionais de educação e dirigentes do sindicato há muito vimos alertando e denunciando.

Com a deflagração da greve da Rede Estadual, estudantes de inúmeras escolas, de forma espontânea, em várias recantos do nosso estado, vêm se mobilizando em protesto contra as péssimas condições em que se encontram as escolas públicas estaduais e em apoio à greve dos profissionais de educação.

Diante disso, reafirmamos todo nosso apoio ao movimento estudantil do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, luta mais do que legítima, que traz também a pauta dos alunos em defesa da escola pública. Toda essa mobilização demonstra o exemplo de cidadania e democracia dado pelo movimento livre e auto-organizado dos estudantes.”

http://extra.globo.com/noticias/rio/em-apoio-greve-de-professores-alunos-ocupam-colegio-estadual-no-rio-18926679.html

 

 

 

Reafirmando a pauta do Sepe: eleições democráticas para a direção de escolas

Rio de Janeiro, 14 de março de 2016.

eleição para diretores de escola

Reafirmando a pauta do Sepe: eleições democráticas para a direção de escolas

 

É principalmente no movimento de greve que as contradições que envolvem o atual processo de escolha dos diretores/gestores escolares ficam evidentes.

Há muito que a categoria e o seu representante maior, o Sepe, se debruçam sobre tal questão. É inadmissível que possamos votar para presidente da república, mas não possamos escolher aquele(s) ou aquela(s) que vai(vão) gerir a escola.

São muitos os relatos de diretores(as) que assediam profissionais de educação que aderem ao movimento grevista, ou que se posicionam de forma crítica contra posturas arbitrárias de muitas dessas direções.

Durante a greve isto fica mais claro: diretores autoritários revelam sua verdadeira face, pois coíbem os profissionais impedindo-os de se reunirem na escola para tratar sobre o movimento de greve e de conversarem com os alunos, abrem processo de abandono de cargo, lançando código 30 (de falta não abonada) ao invés do 61, constrangem professores e funcionários que participam de atos públicos de luta da categoria, e possuem um discurso de que são representantes do Estado (da SEEDUC) e que nada devem à comunidade escolar que deveriam representar.

Nas últimas greves, os casos de assédio e perseguição aos profissionais de educação não partiram apenas da secretaria de educação, mas de diretores que são “mais realistas que o rei”.

Diante disso, nós reafirmamos a disposição em arrancar desse governo estadual e da Alerj o compromisso da realização de eleições verdadeiramente livres e democráticas para diretores(as) de escola. Pela democracia nas escolas!!!

 

 

Movimento estudantil, presente!

Alunos se manifestam em apoio a greve da educação

Rio de Janeiro, 14 de março de 2016.

       No Méier alunos                                                                                             apoiam a greve

         da educação

 

Movimento estudantil, presente!

 

Que a greve é uma escola do movimento social dos trabalhadores ninguém duvida, e que os nossos alunos têm aprendido mais a respeito de cidadania e democracia nesse movimento de greve da rede estadual do que em qualquer aula trabalhada em sala também é outra verdade incontestável.

Mas, ao mesmo tempo em que aprendem, também nos ensinam, a nós professores e funcionários de escola, com a sua disposição para a luta, seu idealismo e sua energia para levar a cabo as transformações que são mais do que necessárias na nossa sociedade.

Aliás, cada novo movimento de greve sempre é diferente dos anteriores, tem suas características peculiares e, por isso, sempre traz para nós novos aprendizados importantes para a luta. Isso fica claro pela presença de um grande e novo número de profissionais de educação que nunca tinha participado de movimento grevista e que também aprendem nessa grande escola que é a greve.

A grande novidade desta greve é o levante estudantil, possivelmente influenciado pelo que ocorreu em São Paulo e Goiás em 2015, quando da ocupação das escolas estaduais paulistas contra a reorganização escolar proposta pelo governo autoritário e privatista de Alckmin, assim como da ocupação estudantil das escolas goianas contra as OSs, modelo privatista colocado em prática naquele estado pelo tucano Marconi Perillo.

Apesar da possível influência dos outros estados, é importante destacar que o movimento estudantil no Rio de Janeiro, na sua movimentação crítica e de contestação ao atual quadro em que se encontra a educação pública estadual, de total abandono e descaso, já é histórica pelas características de independência, autonomia e liberdade frente às direções de escola.

Percebemos isso pela espontaneidade do movimento estudantil, que se levantou de forma questionadora do modelo em vigência hoje nas escolas estaduais, visto que muitas direções são meros gestores administrativos que tentam não só impedir a adesão à greve de vários professores como também frear a auto-organização dos alunos, que, mesmo assim, passam por cima de grêmios totalmente subalternos aos ditames dessas direções escolares.

E é essa a realidade que encontramos hoje nas escolas estaduais: grêmios subservientes às direções de escola, sem qualquer postura de intervenção crítica e atuante na realidade das suas escolas.

Devido à essa auto-organização espontânea e independente dos estudantes, muitas direções de escola se colocam como algozes representando o Estado na sua tentativa de criar obstáculos ao livre exercício popular da democracia e da cidadania. Pois estes estudantes têm o potencial histórico de contribuição para desenvolver o salutar hábito de organização política do povo, dos trabalhadores, que pode colocar em risco a própria ordem social opressora e desigual em que por ora vivemos.

Desse modo, nós, do Sepe, prestamos nossa solidariedade e apoio ao movimento estudantil, que sempre esteve presente nas lutas pela educação pública, gratuita, laica e de qualidade.

Entendemos, portanto, que os alunos, que de forma tão atuante e participativa, têm dado sua contribuição para a construção de uma escola mais democrática, não devam ser penalizados ou punidos, pois, afinal, a escola existe em razão dos mesmos. E que o conteúdo e possíveis avaliações sejam repensados para a reposição de aulas após a greve, como é a tradição do nosso sindicato.

Segunda dia 21 de dezembro votação do orçamento

charge dinheiro publico p empresario

Atenção profissionais de escolas da rede estadual! Amanhã, segunda feira dia 21 ocorrerá na ALERJ a votação do orçamento para 2016. Nossa luta já começou e nosso ano não acabou!

Todos à ALERJ lutar contra os cortes no orçamento da educação.

Não permitamos o calote oficializado!

a partir da 9 horas!

 

Matéria do O Globo enfatiza recomendação do MP para parar a reestruturação

o globo matéria reest

o globo chamada reest

http://oglobo.globo.com/rio/mp-recomenda-que-municipio-do-rio-pare-mudancas-na-rede-de-ensino-18227725

MP recomenda que o município do Rio pare mudanças na rede de ensino
A exemplo de São Paulo, Secretaria de Educação está reestruturando escolas em ciclos

POR GUILHERME RAMALHO 05/12/2015 6:00
PUBLICIDADE

RIO — A falta de transparência na reorganização da rede municipal de ensino do Rio levou o Ministério Público estadual a dar recomendação para a Secretaria municipal de Educação (SME) interromper qualquer mudança referente à reestruturação. A medida foi tomada após audiência pública na segunda-feira, com pais de alunos, profissionais de educação e o gerente de reorganização da rede, Eduardo de Pádua. Segundo as famílias, as mudanças prejudicam o ensino e a locomoção de alunos até as unidades.

Desde 2012, o município está separando os colégios por segmentos: educação infantil (creche e pré-escola), primário carioca (1º ao 6º ano) e ginásio carioca (7º ao 9º ano). Até então, uma mesma unidade poderia abrigar mais de um segmento. Hoje, de acordo com a secretaria, mais de 80% das unidades escolares estão organizadas em apenas um dos ciclos. O órgão afirma que, no momento, analisa o processo para aprimorá-lo, a partir de resultados alcançados.

MÃES FORAM AO MINISTÉRIO PÚBLICO

Coordenadora-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe), Marta Moraes diz que mães de alunos não concordam com esse tipo de organização e, por isso, foram ao Ministério Público.

— Ter filhos em escolas diferentes dificulta o planejamento familiar. Algumas mães ficaram revoltadas com as mudanças e apresentaram, junto com o sindicato, essa denúncia no MP — afirmou Marta, acrescentando que a reforma não leva em conta os espaços geográficos. — Como sabemos, as comunidades são dominadas por facções diferentes. Um aluno pode estudar numa favela e, o irmão, em outra dominada por bandidos rivais. Por isso, os pais querem que todos fiquem na mesma escola.

Para Marta, a reorganização no Rio é semelhante ao trabalho na rede estadual de São Paulo. Na sexta-feira, após vários protestos, o governador Geraldo Alckmin decidiu suspender a reestruturação que previa o fechamento de mais de 90 escolas e a afetaria cerca de 300 mil alunos.

— A diferença é que aqui atinge a educação infantil e o ensino fundamental. Então, a mobilização é mais difícil. Em São Paulo, a mobilização partiu do ensino médio, com os próprios alunos. Aqui, terá que partir dos pais.

De acordo com a recomendação do MP, a reorganização da rede necessita de ampla discussão com a comunidade escolar, que será diretamente afetada. O órgão afirma que a secretaria não apresentou estudos e parâmetros técnicos e pedagógicos referentes às mudanças e, até o momento, não especificou as escolas que passarão pela reestruturação, sob o argumento de que o processo está em reavaliação.

Na recomendação, o MP diz que “o município não efetuou a regulamentação da Política Pública de Reorganização da Rede Municipal de Ensino do Município do Rio em norma legal estrito senso, o que torna incerta a permanência

‘Está tudo muito confuso. A secretaria não apresenta qual é o ganho pedagógico, não fala com a comunidade escolar. Simplesmente disse que vai ser desse jeito e pronto’
– MARCELO SANTANA
professor e coordenador-geral do Sepe
SECRETARIA REBATE CRÍTICAS

Para o professor de português Marcelo Santana, que também é coordenador-geral do Sepe, as mudanças estão sendo realizadas “debaixo dos panos”.

— Está tudo muito confuso. A secretaria não apresenta qual é o ganho pedagógico, não fala com a comunidade escolar. Simplesmente disse que vai ser desse jeito e pronto — lamentou.

A Secretaria municipal de Educação tem até cinco dias úteis para informar ao MP as providências adotadas para o cumprimento da recomendação. Em nota, informou que vai prestar todos os esclarecimentos e destacou que todo o processo de reorganização está sendo definido a partir de um estudo, que leva em conta informações de demanda da área (população residente no local e matrícula atual), estrutura física das unidades, garantia da oferta de todos os segmentos na mesma região (próximo à família) e escuta da comunidade escolar (corpo docente, alunos e responsáveis), para considerar as peculiaridades locais.